Apps e consumo
Meta diz que seu app de IA Muse já passou de 10 milhões de usuários
A Meta confirmou que seu aplicativo de IA Muse superou 10 milhões de usuários, com cerca de um quarto deles usando o app diariamente e gastos altos em compras dentro do aplicativo.
A Meta confirmou, durante sua teleconferência de resultados do terceiro trimestre, que seu aplicativo de IA Muse superou 10 milhões de usuários, em linha com estimativas que a Sensor Tower publicou no início desta semana. O CEO Mark Zuckerberg disse que cerca de um quarto das pessoas que configuraram o app agora o usam diariamente, o que, segundo ele, ajuda a retenção, e que mais de um quarto dos usuários que fazem compras pelo agente de IA gastam em média mais de US$ 200 por compra — um número que ele classificou como surpreendente até para especialistas do setor. “A Plaid nos disse que não tinha visto uma atividade como a que está vendo com seu conector em nenhum outro serviço antes”, disse Zuckerberg, referindo-se à empresa de tecnologia financeira cujo conector liga o Muse às contas bancárias dos usuários para viabilizar as compras feitas por agentes.
Além das compras, Zuckerberg destacou usos ligados à produtividade pessoal, como conectar o Muse a e-mail e calendários, o que, segundo ele, mostra que os usuários confiam na configuração de segurança do app — incluindo um recurso chamado “Muse Secure VM” e um futuro “Muse Confidential VM” que impediria até a Meta de ver o conteúdo dos usuários. Agora que o Muse superou a etapa de ajuste entre produto e mercado, o foco da Meta passa a ser escalar o app, aumentar a receita e reduzir custos de computação; a empresa espera que o Muse eventualmente gere mais receita por usuário do que sua base atual de usuários do Facebook, Instagram, WhatsApp e Messenger, que hoje gera cerca de várias centenas de dólares por ano por usuário. A Meta planeja manter o Muse gratuito para a maioria dos usuários enquanto fica com uma parte do comércio feito dentro do app, cobrando apenas dos usuários avançados que quiserem modelos mais potentes ou uso adicional.
Zuckerberg disse que a Meta espera reduzir o custo computacional do Muse em mais de 10 vezes no próximo ano, o que o tornaria rentável quando a receita atingir escala, e que a empresa está construindo capacidade suficiente para eventualmente alcançar mais de um bilhão de usuários nos próximos anos. O Muse também será um pilar da estratégia de óculos inteligentes da Meta; a Reality Labs, a divisão responsável por esse hardware além de realidade virtual e metaverso, continua perdendo dinheiro, embora suas perdas devam diminuir de US$ 19,1 bilhões em 2025 para US$ 15 bilhões este ano.
Por que importa
Um agente de IA com 10 milhões de usuários que já mostra gastos por transação incomumente altos dá à Meta um caminho concreto e de curto prazo para gerar receita com IA além da publicidade segmentada, além de um motivo para continuar financiando as perdas da Reality Labs.